Considere essas duas situações.
Um homem tem sérios problemas com seu carro velho, então ele o leva ao mecânico. Depois que uma avaliação é feita, ele descobre que o carro precisa de uma revisão geral, o que custaria boa parte do seu orçamento. Por causa do auto custo do reparo, ele decide abrir mão do carro e gastar suas economias em um veículo novo. Parece lógico certo?
Outro homem, um engenheiro, acidentalmente comprime sua mão em um equipamento. Ele corre para o hospital tira o raio-x, descobrindo que existe vários ossos quebrados.
Apesar de frustrado e com muitas dores, ele utiliza suas finanças de bom grado para ter a mão medicada e restaurada. Então o engenheiro cuidadosamente trata dela de forma que, nos meses seguintes, seja restabelecida. Este caso, provavelmente, também lhe parece lógico.
O problema com a nossa cultura é que o casamento é tratado mais como o primeiro caso. Quando o seu relacionamento passa por dificuldade, você é encorajado a trocar a sua esposa por um “modelo mais novo”. Mas aqueles que tem essa visão não entendem o laço significante entre marido e mulher. A verdade é: o casamento é mais como o segundo caso. Somos parte um do outro. Você nunca arrancaria a sua mão se ela estivesse ferida, mas pagaria o que pudesse para melhor tratamento médico possível. Isso acontece porque a sua mão é muito valiosa para você. Ela é parte de quem você é assim como seu cônjuge. O casamento é um lindo mistério criado por Deus, juntar duas vidas como sendo uma. Isso não só acontece fisicamente, mas espiritualmente e emocionalmente. Você começa compartilhando a mesma casa, a mesma cama, o mesmo sobrenome. Sua certidão individual se tornou uma. Quando o seu cônjuge sofre uma tragédia ambos sentem a dor. Quando você alcança sucesso no trabalho, ambos se alegram. Mas em algum ponto ao longo do caminho, você é desapontado e a realidade de que se casou com uma pessoa imperfeita se manifesta.
Isso, contudo, não muda o fato so seu cônjuge ainda ser parte de você.
Efésios 5:28 “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”.
Esse versículo é direcionado aos maridos, mas note como cada membro é visto. Ambos são considerados mesma carne. Ele deve ser tratado com a mesma educação e com o mesmo cuidado com que você se trata. Quando demonstramos amor ao nosso cônjuge, estamos demonstrando amor a nós mesmos.
Mas existe outro lado dessa moeda. Quando você maltrata seu cônjuge, também maltrata a si mesmo. Pense nisso. A vida de vocês esta agora trançada uma à outra. O seu cônjuge não pode sentir alegria ou dor, receber benção sem que também seja afetado. Então, quando você ataca o seu cônjuge é como atacar o seu proprio corpo.
É hora de deixar o amor dominar o seu pensamento. É hora de entender que seu cônjuge é tão parte de você quanto a sua mão, seus olhos e seu coração. Ela também precisa ser amada e cuidada. E se existe algo causando dor e frustração, então você deve tratar disso com amor e ternura como trataria uma ferida corporal. Se ele de alguma forma está machucado, voce deve se ver como um instrumento que ajuda a levar cura para sua vida.
À luz disso, pense em como você trata o corpo físico do seu cônjuge. Você cuida dele como cuida do seu? Você se dirige a ele com respeito e ternura? Você sente prazer em quem ele é? Ou faz se sentir tolo e envergonhado? Assim como você aprecia os seus próprios olhos, mãos e pés, você deve apreciar o seu cônjuge como quem aprecia um presente muito caro.
Não permita que a cultura ao seu redor determine o valor do seu casamento. Compará-lo a algo que pode ser descartado ou substituído é desonrar o propósito de Deus para ele. Seria como amputar um membro do seu corpo. Ao invés disto, o casamento deve ser o retrato do amor entre duas pessoas imperfeitas que escolheram amar uma a outra apesar de tudo.
Sempre que o marido olhar nos olhos da esposa, ele deve se lembrar que “aquele que ama a sua esposa ama a si mesmo”. E a esposa deve lembrar-se se que quando ela o ama, ela também está amando e honrando a ela mesma.